Cinéfilo, após ter criado um ataque de tubarão na Praia de Guaraci, ataca novamente no Cristo Redentor, agora produzindo um filme com uma aranha gigante e suas "filhotes". Frank Fiorine, o Caveira, sem seu uniforme, age contra as pequenas aranhas, destruindo muitas delas. Miragem, que estava gravando um comercial para as empresas Joule, tenta conter mais aranhas, mas os produtores se interessam mais por Frank, que fugiu antes que chamassem mais atenção. Flora, que estava no local com um surfista que estava conhecendo, tentou conter a aranha gigante - sem sucesso - mas eis que surge o Poderoso Xangô, que numa luta ferrenha dá cabo do enorme aracnídeo. Ao final, Miragem recebe um cartão de Cinéfilo, que se interessou pelos seus poderes...
Dia de sol em Nova Capital. Céu azul sem nuvens, dia bom para apreciar a vista da Ilha do Corvado. Grupos de turistas dirigem-se à ilha, pegam o bondinho para chegar até o monumento do Cristo Redentor.
Enquanto vários visitantes tiram fotos abrindo seus braços de frente ao colosso,
um sujeito com um antigo cinematógrafo arma o instrumento com as lentes em
direção ao Cristo. Sua biotipo magro, com traços europeus e maneirismos
afeminados, além do sotaque francês, indicam que ele é estrangeiro.
Thiague tem compulsão por filmes e montou um instrumento maravilhoso em seu cinematógrafo. Anteriormente, havia atacado na Praia de Guaraci com um tubarão projetado pelo seu experimento e, agora, ele planejava algo maior.
O Cinéfilo terminava de ajeitar o equipamento, arma uma pequena cadeira com uma sobrinha, senta-se e aciona o projetor.
- O primeiro filme, Algas versus Tubarões não foi muito emocinante. Que título darei a este, sobre aranhas?
Assim que o cinematógrafo é ligado, a projeção sobre o Cristo materializa uma enorme teia de aranha sob o braço esquerdo da estátua. Na teia, diversas aranhas, do tamanho de um frango, deslocam-se em direção aos turistas. No centro da teia, uma aranha monstruosa espreita, pronta para apanhar o máximo de vítimas.
A histeria é generalizada e, devido, às aranhas menores, os turistas ficam acuados no mirante em frente ao Cristo, atropelando uns aos outros. As aranhas menores começam a atacar os turistas mais próximos, enquanto a aranha gigante desce da teia de maneira ameaçadora.
Thiague tem compulsão por filmes e montou um instrumento maravilhoso em seu cinematógrafo. Anteriormente, havia atacado na Praia de Guaraci com um tubarão projetado pelo seu experimento e, agora, ele planejava algo maior.
O Cinéfilo terminava de ajeitar o equipamento, arma uma pequena cadeira com uma sobrinha, senta-se e aciona o projetor.
- O primeiro filme, Algas versus Tubarões não foi muito emocinante. Que título darei a este, sobre aranhas?
Assim que o cinematógrafo é ligado, a projeção sobre o Cristo materializa uma enorme teia de aranha sob o braço esquerdo da estátua. Na teia, diversas aranhas, do tamanho de um frango, deslocam-se em direção aos turistas. No centro da teia, uma aranha monstruosa espreita, pronta para apanhar o máximo de vítimas.
A histeria é generalizada e, devido, às aranhas menores, os turistas ficam acuados no mirante em frente ao Cristo, atropelando uns aos outros. As aranhas menores começam a atacar os turistas mais próximos, enquanto a aranha gigante desce da teia de maneira ameaçadora.
Cinéfilo atacava de novo. Desta vez, havia projetado diversas aranhas
sobre o Cristo Redentor, causando um enorme alvoroço nos visitantes que ali
estavam.
Um destes visitantes era Melissa Prado, acompanhada por sua prima e Jonas, o surfista que ela havia salvado, na forma de Flora, justamente contra o tubarão que o Cinéfilo havia projetado, dias atrás. Outro destes visitantes estava a trabalho, era Carlos Cruz, que atuava como mágico e herói, de codinome Miragem, que usava seus truques para um comercial da Eletrojoule.
Outra pessoa que estava ali a trabalho, embora não estivesse exatamente no Cristo, era Francisco Fiorine, conhecido por Frank, entre os amigos, e por Caveira, entre os vigilantes. Frabk consertava o carro de um cliente e havia sido pego de surpresa com o ataque das aranhas, estava desprevinido e sem seu uniforme de herói.
Melissa sequer troca sua roupa para o uniforme de Flora e invoca seus poderes fitocinéticos para prolongar as vinhas e trepadeiras que estavam por perto do Cristo.
- Cara, seus poderes são demais! - diz Jonas.
- Você ainda não viu nada, gatinho.
As trepadeiras enroscam-se cada vez mais na estátua, até chegarem perto da aranha gigante. As plantas entrelaçam-se formando uma rede de captura para o aracnídeo gigantesco. A estratégia dá certo, mas as aranhas menores partem para acudir a genitora e, com suas mandíbulas, desfazem a rede e toda a estrutura que Flora levara tanto tempo para fazer.
- Ae, gatinha, melhor a gente se mandar daqui. Desta vez, parece que o monstro é mais perigoso - diz o surfista.
- Não! Eu tentarei de novo!
Enquanto isso, Miragem estava ali como mágico e como herói, mas sabia que suas ilusões de nada adiantariam contra seres irracionais como aqueles invertebrados. Sob os olhares de seus contratantes, ele deveria agir de qualquer maneira, ou seria ridicularizado como havia sido antes, quando tentara impedir a ação de um casal criocinético de ladrões.
Um destes visitantes era Melissa Prado, acompanhada por sua prima e Jonas, o surfista que ela havia salvado, na forma de Flora, justamente contra o tubarão que o Cinéfilo havia projetado, dias atrás. Outro destes visitantes estava a trabalho, era Carlos Cruz, que atuava como mágico e herói, de codinome Miragem, que usava seus truques para um comercial da Eletrojoule.
Outra pessoa que estava ali a trabalho, embora não estivesse exatamente no Cristo, era Francisco Fiorine, conhecido por Frank, entre os amigos, e por Caveira, entre os vigilantes. Frabk consertava o carro de um cliente e havia sido pego de surpresa com o ataque das aranhas, estava desprevinido e sem seu uniforme de herói.
Melissa sequer troca sua roupa para o uniforme de Flora e invoca seus poderes fitocinéticos para prolongar as vinhas e trepadeiras que estavam por perto do Cristo.
- Cara, seus poderes são demais! - diz Jonas.
- Você ainda não viu nada, gatinho.
As trepadeiras enroscam-se cada vez mais na estátua, até chegarem perto da aranha gigante. As plantas entrelaçam-se formando uma rede de captura para o aracnídeo gigantesco. A estratégia dá certo, mas as aranhas menores partem para acudir a genitora e, com suas mandíbulas, desfazem a rede e toda a estrutura que Flora levara tanto tempo para fazer.
- Ae, gatinha, melhor a gente se mandar daqui. Desta vez, parece que o monstro é mais perigoso - diz o surfista.
- Não! Eu tentarei de novo!
Enquanto isso, Miragem estava ali como mágico e como herói, mas sabia que suas ilusões de nada adiantariam contra seres irracionais como aqueles invertebrados. Sob os olhares de seus contratantes, ele deveria agir de qualquer maneira, ou seria ridicularizado como havia sido antes, quando tentara impedir a ação de um casal criocinético de ladrões.
- Um herói precisa estar preparado para qualquer eventualidade e deve
agir mesmo que seus poderes não o ajudem. Eu, o magnífico Miragem, irei deter
as aranhas.
O diretor olha para o contra regra e volta a olhar o herói.
- É, mas você fala demais, elas estão chegando perto e nós não vamos ficar aqui ouvindo seu discurso. Tchau mesmo!
Miragem pega uma vassoura largada por ali e, usando de sua presença de palco para engrandecer suas ações, desfere golpes contra os aracnídeos com maestria e classe, sob aplausos dos produtores do comercial.
Parece que os super poderes não estavam fazendo efeito. O poder de Flora havia falhado e o ilusionista atacava com uma vassoura. Um simples homem comum pegava um taco de beisebol e algumas facas, desferindo ataques que um homem comum jamais poderia fazer. A coreografia que aquele produzia começou a chamar a atenção dos produtores do comercial em que Miragem trabalhava e eles revezavam os ângulos entre o homem e o herói.
A dupla havia dado cabo de catorze aranhas que, estranhamente, desfaziam-se em pedaços de rolos de filme fotográfico, deixando estupefatos tantos os heróis quanto os espectadores. A atenção deles é interrompida pelo ressor de um trovão, o que era estranho para um dia de céu limpo, sem nuvens. Ao olharem para o Cristo, percebem a figura de um grande homem negro empunhando um machado. Um relâmpago atinge-o e eletrifica o corpo escultural dele, os raios que percorriam o Poderoso Xangô afugentavam as aranhas menores, enquanto ele ia em direção à aranha maior.
- Akê, filha de Anansi - diz o deus de ébano - Retorna ao teu covil e leva teu filhotes contigo, ou sentirá o fio de Oxê em tua carne.
O orixá espera alguma resposta da aranha, mas percebe que trata-se de uma figura artificial. Ao ver isto, ele não tem outra alternativa a não ser liquidar aquele construto cheirando a plástico.
O diretor olha para o contra regra e volta a olhar o herói.
- É, mas você fala demais, elas estão chegando perto e nós não vamos ficar aqui ouvindo seu discurso. Tchau mesmo!
Miragem pega uma vassoura largada por ali e, usando de sua presença de palco para engrandecer suas ações, desfere golpes contra os aracnídeos com maestria e classe, sob aplausos dos produtores do comercial.
Parece que os super poderes não estavam fazendo efeito. O poder de Flora havia falhado e o ilusionista atacava com uma vassoura. Um simples homem comum pegava um taco de beisebol e algumas facas, desferindo ataques que um homem comum jamais poderia fazer. A coreografia que aquele produzia começou a chamar a atenção dos produtores do comercial em que Miragem trabalhava e eles revezavam os ângulos entre o homem e o herói.
A dupla havia dado cabo de catorze aranhas que, estranhamente, desfaziam-se em pedaços de rolos de filme fotográfico, deixando estupefatos tantos os heróis quanto os espectadores. A atenção deles é interrompida pelo ressor de um trovão, o que era estranho para um dia de céu limpo, sem nuvens. Ao olharem para o Cristo, percebem a figura de um grande homem negro empunhando um machado. Um relâmpago atinge-o e eletrifica o corpo escultural dele, os raios que percorriam o Poderoso Xangô afugentavam as aranhas menores, enquanto ele ia em direção à aranha maior.
- Akê, filha de Anansi - diz o deus de ébano - Retorna ao teu covil e leva teu filhotes contigo, ou sentirá o fio de Oxê em tua carne.
O orixá espera alguma resposta da aranha, mas percebe que trata-se de uma figura artificial. Ao ver isto, ele não tem outra alternativa a não ser liquidar aquele construto cheirando a plástico.
O negro gira seu machado e voa em direção ao monstro. O combate é acirrado, a aranha é forte e ágil, além de resistente aos ataques da arma branca. Num contraataque, por pouco, Xangô não tem o ombro fincado pelas presas do invertebrado, que secretam uma gosma verde-amarelada.
Decidido a acabar com a peleja rapidamente, Xangô mina os ataques da aranha, mirando em suas pernas, até decepar todas elas e fazendo o animal cair em desequilíbrio.
A aranha cai sob os pés do Cristo, desfazendo-se, assim como todas as demais aranhas e teias, em pedaços de rolos de filme. Num olhar mais atento, percebe-se que as fotografias desses rolos são das ações dos heróis, das aranhas e dos turistas, como se tivesse sido feito um filme com todo o acontecimento.
Findo a ação no Cristo, Xangô reverencia solenemente à estátua e voa em direção a Nova Capital. Jonas termina de convencer Flora a ir embora, junto da prima, enquanto Frank volta ao seu capô, correndo dos produtores do comercial, que queriam um maior contato com ele, deixando Miragem de lado.
Um homem magro, com roupas curtas, sotaque francês e trejeitos afeminados chega perto do ilusionista.
- Gosto muito de seus poderes. Quem sabe poderá me ser útil algum dia. Tome, leve o meu cartão contigo.
O homem vai embora sem esperar reação de Miragem, que lê o cartão:
Davi Thiague
Cineasta.

Nenhum comentário:
Postar um comentário