Cenário

Cenário

O FHVerso se passa em um planeta Terra alternativo, com algumas cidades, estados, países e até continentes diferentes de nosso mundo real. Aqui a influencia dos super seres gerou uma realidade mais fantástica, onde coisas impossíveis acontecem. A influencia dos super seres afetou o mundo como um todo, desde decisões políticas até os achados da ciência moderna. A sociedade é um p ouc o mais a frente que a atual, mas em muitos pontos é igual a nossa realidade. A violência, pobreza, fome e corrupção ainda existem, mesmo nesse mundo fantástico.

Segunda Guerra Mundial

O marco principal de onde começa a divergência en tre o FHVerso e nossa realidade é o inicio da Segunda Guerra Mundial no final dos anos 30 e inic io dos anos 40. A Alemanha Nazista de Hitler, em nome da busca do ariano perfeito, gera em 1941 o primeiro super ser alterado artificialmente denominado Deutsch Adler - a Águia Alemã e começa a usá-lo como símbolo de suas tropas. Surpresos com a tecnologia alemã, os aliados formam uma junta científica e a corrida pela criação de super soldados é iniciada. Em 1942 um espião inglês rouba uma cópia dos planos do experimento alemão e leva a junta científica dos aliados. É descoberta então a sub-onda radioativa batizada como "Fábrica de Heróis". No mesmo ano ocorre o evento nomeado depois como o "Incidente", matando parte dos cientistas, soldados e políticos no local. Sobreviventes do Incidente, o casal Andrade e ou tras pessoas desenvolvem super habilidades. O primeiro super grupo surge e assim tem inicio a Era de Ouro dos super-heróis o que leva os aliados a vencerem a guerra em 1943 utilizando de máquinas, tecnologias e poderes nunca vistos antes.

A Guerra Fria e a Ditadura

Militar

Nos anos 50, após anos dourados das aventuras he róicas dos primeiros super-heróis vistos sobre a Terra, os conflitos econômicos no globo separaram o mundo entre 2 lados. Do lado oeste, Brasil e Estados Unidos consolidavam o capitalismo, enquanto o socialismo era a marca de Rússia e China, definindo então as 4 grandes potências mundiais que comandariam o globo na s próximas décadas. No período conhecido como a Guerra Fria, as 4 grandes potências geraram novos projetos buscando aperfeiçoar suas defesas investindo em super-seres. Havia uma tensão gerada a cada nova descoberta e possibilidade de novos poderes e seres especiais. Foi a Era de Prata dos super-heróis, quando questões econômicas e políticas j ogaram herói contra herói. No Brasil, as tensões geraram um efeito inesperado . Várias nações latinas buscavam o modelo de socialismo da agora então União Soviética. Cercado por estes países, o exército Brasileiro começou a ser pressionado pelos antigos aliados a aplicar um golpe de estado no então governo de tendência socialista. Em abril de 1964 acontece o regime militar no Brasil. Muitos dos heróis que lutavam pelo país agora são caçados como inimigos e tem fim a Era de Prata.

O dia da mudança

Entre mortes, tortura e exílio o exército brasileiro comanda a nação. O incentivo maciço na busca de super seres faz as forças armadas criarem uma sub divisão especial denominada "Cerberus" especializada na caça destes indivíduos. Chefiados pelo cientista citado aqui como Hades, a Cerberus executou experiências secretas em muitos dos heróis capturados sem conhecimento dos superiores. Em 1982, um grupo rebelde de super seres de codinome "Bem Feitores" invade uma instalação secreta da Cerberus aos redores de Brasília, capital do Brasil na época. Os acontecimentos dentro da base estão sob sigilo de estado e nunca foram revelados a público, exceto o parágrafo a seguir: Ás 3:25 da manhã do dia 06 de Novembro de 198 2, o cientista de codinome Hades detona a ogiva nuclear "FHBeta" a 22 quilômetros do centro da capital do país, levando a morte instantânea de mais de 150 mil pessoas e destruição total da cidade e centro do governo. Em 1983 a revolta popular iniciada no infeliz acontecimento derruba a Ditadura Militar, o movimento pela democracia volta em meio a con strução de Nova Capital e o novo Distrito Federal, coincidentemente tem fim a Guerra Fria junto a União Soviética. Em 1984 o vigilantismo é liberado pela Lei, começa a Era de Bronze dos Super Heróis.

Nova Capital

Após o incidente que devastou Brasília em 1982 a capital brasileira foi movida para uma nova cidade construída no litoral, a cidade de Nova Capital inaugurada no ano de 1985. Em apenas 10 anos Nova Capital se tornou a ma ior metrópole do mundo moderno, ultrapassando Nova Iorque e Xangai. Construída com a mesma arquitetura de sua antecessora, Nova Cap ital é centro econômico e político do Brasil e América Latina. Mesmo sendo sempre alvo de ataques de super seres, mentes criminosas e terroristas, Nova Capital é considerado um dos locais mais bem protegidos do mundo pelo alto nível de Super Heróis entre os habitantes, talvez o local onde mais existam estes defensores.

Hoje, os anos 2000

O mundo moderno agora é liderado por um grupo de 10 potencias econômicas - o G10 - composto por: Brasil, EUA, China, Inglaterra, Itália, Alemanha, Japão, Espanha, França e Rússia. Todos possuem super seres em suas fileiras. Nos últimos 20 anos os super-heróis foram aplaudidos e odiados, transformados de celebridades á criminosos. Geraram tendências na moda, cultura, política e até religião. Nunca estiveram tão presentes na sociedade. O número de indivíduos encapuzados cresceu vertiginosamente desde o dia da mudança. Em relação a nossa Terra, o FHVerso está a 10 anos d e diferença tecnológica, mas com todos os problemas que temos: violência, transito, saúde, etc. E aqui continua a nossa história, daqui pra frente cabe a vocês contar.

segunda-feira, 23 de janeiro de 2012

O Voo do Pégaso (Parte 01)


Tornado e Dillian são os primeiros a se enfrentar. A luta tem início, mas é interrompida quando Halak Qwan, rival de Defensor, aparece assassinando Tornado. Por fim, Dillian consegue fugir através de portais quando várias armas lhe são apontadas. Qwan faz o mesmo. No final, o poder do herói morto é absorvido por seu Comandante, que mostra ser também um meta-humano.



Caio Rodrigues, o integrante do Batalhão de Forças Especiais que desenvolvera uma mutação aerocinética depois de quando morrer num treino em que seu paraquedas não abrira. Seus superiores encaminharam-no ao P.E.G.A.S.U..S., um programa de superseres do governo.
Sua vida no programa era muito melhor que no Batalhão, as regalias mais sofisticadas, além de um salário mais gordo. Mas o serviço parecia não acontecer devidamente. Praticamente, quem mantinha o trabalho de prender superseres, foragidos e supercriminosos era a força tarefa do P.E.G.A.S.U.S.
Até que um dia todo o grupo foi posto contra a parede pelo Comandante, que cobrava, com rigor, uma atuação dos membros. Após dar uma lista com nomes de procurados, restou a Caio a captura do alienígena conhecido como Dillian Fa, que assumira a alcunha de Defensor, atuando como um vigilante fora da lei.
Tornado parte à caça do extraterrestre. Ele sabe que será difícil, seu alvo não tem um lugar fixo, vivendo de forma nômade, mas suspeitava que perambulasse pelo Porto, já que parecia ter alguma relação com uma garota deformada que atuava junto de um bando de grotescos que habitava o lugar. Rumou para lá e avistou seu alvo caminhando pela região.
Então, você é o tal Dillian... Não parece tão ameaçador - fala Tornado, com os braços cruzados - Você tem dado um bom trabalho, cara de ameixa! Vai voltar pra cela que é o seu lugar!
O membro do Pegasus usa seu poder para formar um redemoinho em volta do alienígena, mas a criatura usa seu cristal de portal para sair da armadilha.
Então, decidiram mandar os agentes com poderes agora? Sou Dillian Fa, o Defensor! Já sobrevivi a guerras e já cheguei muito longe em minha missão. Se você quiser, pode vir! Mas prepare-se para a maior batalha de sua vida!
Tornado invoca mais uma vez seus poderes, desta vez, aumentando o furacão que usava como locomoção, para atingir uma área maior. Defensor tentaria usar seu teleporte mais uma vez, mas Caio estava preparado para isso. Assim que percebe o movimento de seu alvo, desfere uma rajada de ar em sua mão, de modo que o cristal fosse arremessado.
- Eu sou um soldado, criatura. Estudei os seus movimentos. E sei que sem o seu brinquedinho, não terá como fugir ou me atacar. Você não tem um ataque à distância. Esta é sua fraqueza.
O caçador começa uma sucessão de golpes, usando disparos de ventos cortantes contra Defensor, que esquivava como sua super agilidade permitia.
- Desgraçado, estou obviamente em desvantagem, mas também sou um guerreiro - ele diz avançando em Tornado, pronto para desferir um golpe após um salto. A espada energética de Dillian corta o ar, deixando um rastro de luz verde no ar.
- Admiro sua bravura, monstro. Você seria uma aquisição interessante em nosso grupo, se tivesse disciplina suficiente e colabarasse conosco. Teríamos meios necessários para achar seu inimigo, inclusive.
Dillian está desnorteado. Sua missão era justamente prender Halak Qwan e, se não fosse tão cabeça dura, poderia estar numa equipe com recursos necessários para achá-lo.
- Não percebe que sai perdendo com tudo isso? Você nos ajudaria, nós o ajudaríamos. Claro que, a princípio, estaríamos te vigiando, mas com o tempo...
Tornado não termina sua frase. Uma lâmina semelhante à de Dillian cresce no peito dele.
- Mas com o tempo, não me acharia - diz uma voz gutural, em idioma ZaAhno.
O corpo do soldado tomba, seus poderes falham e ele cai sem vida, revelando seu algoz: Halak Qwan.
- Estes terráqueos acham mesmo que me encontrariam? Pobres tolos. Te encontrar até não foi tão difícil, mas preciso resolver minhas questões com você. Perdi todos os cristais, com exceção desta - ele mostra o cristal laranja, que poderia encontrar os demais cristais pelas redondezas - e vejo que você tem a pedra do movimento. Com ele, seria mais fácil encontrar todas as outras.
Dillian reforça o braço da espada energética, seu coração pulsa forte, ele está nervoso, não esperava encontrar seu inimigo tão rapidamente, e saber que ele mesmo estava sendo caçado todo este tempo por seu rival.
- Travaremos nossa luta final aqui e agora, Qwan. Você não irá se apossar dos cristais de ZaAh.
Halak gargalha.
- Só não lhe encontrei antes porque seus portais sempre eram ativados quando eu estava próximo. E você não sabe como isso me irritava. Mas isto cessará hoje - ele diz, desativando sua espada, o movimento faz o sangue de Tornado respingar, e ativando logo em seguida, com a lâmina limpa - Verme.
Mas Tornado ainda tem um último fôlego, concentrando sua força interior, consegue desferir um disparo potente em Halak, o que dá a chance de Dillian resgatar o seu cristal.
Halak não se fere, precisaria de algo mais forte que um disparo de um mutante moribundo para fazê-lo cair. Ele caminha calmamente até Tornado e, com um golpe rápido, decapta o aerocinético.
- Monstro! Ele estava só cumprindo o seu trabalho.
Halak olha impaciente para Dillian.
- Você é sempre estúpido assim? Acha mesmo que este ser inferior iria te ajudar de alguma forma? Não seja inocente, ele certamente...
A fala de Qwan é interrompida, três helicópteros ostentando o brasão do P.E.G.A.S.U.S. focam holofotes nos dois rivais.
- PARADOS! VOCÊS ESTÃO CERCADOS E SOB MIRA PESADA. ABAIXEM SUAS ARMAS E... O QUE É AQUILO? É O CORPO DE TORNADO? ABRAM FOGO!!!
Várias metralhadoras são acionadas. Halak usa de sua agilidade para se esquivar de alguns tiros, enquanto outros ricocheteam sua armadura. Dillian sofre menos, usava seu portal para uma esquiva primorosa.
Vendo que não daria conta de liquidar seu inimigo sob a mira de tantas armas, Halak Qwan recua, sumindo num bueiro.
- Ainda terei o que é meu, Dillian.
Defensor, por sua vez, aciona uma série de portais para sair dali o mais rápido possível.
Sem saber pode onde procurar, os helicópteros pousam, uma equipe de vários homens descem o bueiro, à caça de Halak, enquanto outros vão socorrer Tornado. Do maior dos helicópteros, o Comandante do P.E.G.A.S.U.S. desce, aproximando-se do cadáver.
- Deixem-me a sós com o garoto. Esta é uma ordem.
Assim que os soldados viram as costas, o superior toca o corpo de Caio. Uma energia sai do cadáver e penetra pelas maãos do comandante, que se sente revigorado.
- Pronto, levem-no para o Quartel.
Enquanto os soldados, preparam o corpo do soldado morto, o Comandante caminha em direção ao helicóptero. Em sua face, um sorriso sinistro. Em sua mão, um pequeno redemoinho.



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