O Padre Sebastião, preso em Novo Acre, é levado de escolta por um grupo misterioso que dá a desculpa de que o levará para a Itália para uma super-prisão, mas seu intuito é matá-lo. São conhecidos como os Paladinos. Sebastião, no entanto, se transforma no demônio Herege, e os ataca! Lobo e Caveira estão no local e tentam impedi-lo, sem sucesso. Os paladinos vão atrás da criatura, deixado Caveira e Lobo para trás...
Os primeiros raios de sol banham as ruas imundas do Jardim da Redenção.
Algumas tímidas flores que brotam entre o concreto esperando por seu calor são
como as boas almas que ainda resistem naquele bairro, com fé e esperança. Como
o padre Sebastião.
O agente administrativo carcerário do Presídio da Redenção ainda boceja enquanto examina alguns papéis, entre um gole e outro de café. Ele pára em um dos documentos e aperta os olhos, conferindo se leu direito.
- Como assim transferência? Sigma, blabla, embaixada... prisão pra super criminosos? e fora do país?! Essa gente é louca. - Então carimba o papel pra se livrar logo do trabalho.
Um carro-forte, blindado, estaciona no pátio do impenetrável presídio.
- Senhor Sebastião? - Um de três guardas entra na cela segurando estranhas algemas, com um minúsculo painel digital e um botão, sem correntes, unidas por uma complexa dobradiça.
- O senhor será escoltado até o aeroporto onde um vôo o aguarda pra tranferi-lo para a Itália. Eu preciso que leia e assine esse documento.
O padre esfrega o rosto, pega o documento e assina, sem ler. Então estende os braços.
- Pode fechar essa bugiganga. Que Deus o abençoe, rapaz.
A algema se fecha, o guarda aperta o botão e o painel exibe: "Locked". O padre é escoltado até o carro blindado com gentileza pelos 3 guardas. Dentro da parte traseira do carro, ele não se surpreende ao reencontrar o homem que o visitou noite passada.
- Buongiorno, padre.
- Buongiorno, Paladino.
Sentados de frente um ao outro sob o teto baixo do carro, eles fitam-se enquanto o carro entra em movimento. O padre não demonstra medo, até parece bem sereno.
- Itália, é? Onde, em Nova Capital, vocês pretendem fazer seu serviço sujo?
- Nosso trabalho representa um propósito maior, você sabe disso. Você é um portal pra entrada dessa besta, ou destruímos o portal, ou os danos serão irreparáveis.
O agente administrativo carcerário do Presídio da Redenção ainda boceja enquanto examina alguns papéis, entre um gole e outro de café. Ele pára em um dos documentos e aperta os olhos, conferindo se leu direito.
- Como assim transferência? Sigma, blabla, embaixada... prisão pra super criminosos? e fora do país?! Essa gente é louca. - Então carimba o papel pra se livrar logo do trabalho.
Um carro-forte, blindado, estaciona no pátio do impenetrável presídio.
- Senhor Sebastião? - Um de três guardas entra na cela segurando estranhas algemas, com um minúsculo painel digital e um botão, sem correntes, unidas por uma complexa dobradiça.
- O senhor será escoltado até o aeroporto onde um vôo o aguarda pra tranferi-lo para a Itália. Eu preciso que leia e assine esse documento.
O padre esfrega o rosto, pega o documento e assina, sem ler. Então estende os braços.
- Pode fechar essa bugiganga. Que Deus o abençoe, rapaz.
A algema se fecha, o guarda aperta o botão e o painel exibe: "Locked". O padre é escoltado até o carro blindado com gentileza pelos 3 guardas. Dentro da parte traseira do carro, ele não se surpreende ao reencontrar o homem que o visitou noite passada.
- Buongiorno, padre.
- Buongiorno, Paladino.
Sentados de frente um ao outro sob o teto baixo do carro, eles fitam-se enquanto o carro entra em movimento. O padre não demonstra medo, até parece bem sereno.
- Itália, é? Onde, em Nova Capital, vocês pretendem fazer seu serviço sujo?
- Nosso trabalho representa um propósito maior, você sabe disso. Você é um portal pra entrada dessa besta, ou destruímos o portal, ou os danos serão irreparáveis.
- Sabe, eu já enfrentava criaturas que a humanidade não conseguiria
imaginar nem em seus mais terríveis pesadelos quando você ainda era coroinha,
mas uma espécie em particular ainda me surpreende.
O sujeito fita o padre esperando a resposta, seus olhos cobertos pela sombra do chapéu.
- Assassinos. Como vocês, Paladinos. Me surpreende que uma alma imaculada, criada por Deus, seja capaz de tamanha barbárie.
O sujeito ouve friamente, sem esboçar nenhum sentimento. O padre sabe que ele está errado, que Akabor pretende atravessar durante seu sacrifício. Não pode deixar que os assassinos da Igreja libertem o monstro, precisa escapar pra tomar as medidas certas e, ironicamente, precisa do demônio.
- Estamos quase lá. - Diz o Paladino.
- Que Deus me perdoe...
- Hã?
- Infelizmente, Akabor está com um pouco... de... Pressaaa!
O corpo de padre Sebastião começa a deformar-se, músculos brotam como bolhas rasgando a roupa de presidiário. Chifres projetam-se de sua testa, rasgando a pele, que começa a ganhar um tom azul. O Paladino enfia as mãos numa bolsa que levava em seu lado.
O carro blindado chacoalha e suas parede de aço são arrebentadas pelo monstro gigante, que pula pra fora enquanto o carro capota. O Paladino salta habilidosamente, com uma submetralhadora em uma mão e uma espada na outra.
O Herege parece maior do que antes, ofegante, com um sorriso diabólico pra cima do Paladino, que ergue suas armas. Há inocentes, adultos e crianças na rua sem asfalto de Vila Novo Acre, que agora será palco de uma luta sangrenta.
O sujeito fita o padre esperando a resposta, seus olhos cobertos pela sombra do chapéu.
- Assassinos. Como vocês, Paladinos. Me surpreende que uma alma imaculada, criada por Deus, seja capaz de tamanha barbárie.
O sujeito ouve friamente, sem esboçar nenhum sentimento. O padre sabe que ele está errado, que Akabor pretende atravessar durante seu sacrifício. Não pode deixar que os assassinos da Igreja libertem o monstro, precisa escapar pra tomar as medidas certas e, ironicamente, precisa do demônio.
- Estamos quase lá. - Diz o Paladino.
- Que Deus me perdoe...
- Hã?
- Infelizmente, Akabor está com um pouco... de... Pressaaa!
O corpo de padre Sebastião começa a deformar-se, músculos brotam como bolhas rasgando a roupa de presidiário. Chifres projetam-se de sua testa, rasgando a pele, que começa a ganhar um tom azul. O Paladino enfia as mãos numa bolsa que levava em seu lado.
O carro blindado chacoalha e suas parede de aço são arrebentadas pelo monstro gigante, que pula pra fora enquanto o carro capota. O Paladino salta habilidosamente, com uma submetralhadora em uma mão e uma espada na outra.
O Herege parece maior do que antes, ofegante, com um sorriso diabólico pra cima do Paladino, que ergue suas armas. Há inocentes, adultos e crianças na rua sem asfalto de Vila Novo Acre, que agora será palco de uma luta sangrenta.
- Não me obrigue a adiantar seu julgamento, fera demoníaca. - Ameaça o
homem cuja face oculta-se na sombra do chapéu enquanto aponta uma metralhadora
e ergue uma espada brilhante, caprichosamente decorada, à frente de Herege.
- NÃO ME VENHA COM ESSA LADAINHA ECLESIÁSTICA E PORTANDO A CRUZ COMO ESTANDARTE. TUA ALMA FEDE MAIS QUE UMA CENTENA DE CADÁVERES PÚTRIDOS. ENFRENTA-ME E HEI DE ATIRAR TUA CARCAÇA AOS CHACAIS DOS VALES DO LIMBO, ONDE SERÁ DEVORADA TODOS OS DIAS PELA ETERNIDADE!
Dizendo isso o demônio salta gargalhando sobre o estranho espadachim e é contra-atacado com uma rajada de balas que cortam de raspão seu ombro, deixando uma marca de queimadura.
O espadachim é então golpeado pelo enorme punho azul que lança-o cinco metros pra trás por sobre a cerca de um casebre. Suas costas chocam-se violentamente contra a parede atordoando-o por alguns segundos. A moradora olha pela janela, grita aterrorizada e bate a janela com força.
Herege aproxima-se de uma carroça passando por um lavrador que reza escondido atrás de um poço artesiano, agarrado ao filho pequeno. A mula, ainda atada ao veículo tenta fugir, mas a besta sacode a carroça com violência, desatando o animal que é arremessado contra uma moça e então ergue o veículo sobre a cabeça alvejando o homem sob o chapéu.
- HAHAHAHAHAHA
Nesse momento o monstro volta os olhos vermelhos brilhantes para seus pés e vê uma pequena criatura frágil, de pêlos brancos, rosnando à sua frente. Herege sorri e balança sua perna pra trás, desferindo um poderoso chute na direção de Lobo, que rola evitando o golpe. O homem de alcunha Paladino aproveita-se da distração, ergue-se ajeitando o chapéu e dá um longo salto sobre seu oponente e, erguendo a espada bem alto sobre sua cabeça, desfere um golpe que corta o veículo de madeira ao meio numa explosão de farpas.
- NÃO ME VENHA COM ESSA LADAINHA ECLESIÁSTICA E PORTANDO A CRUZ COMO ESTANDARTE. TUA ALMA FEDE MAIS QUE UMA CENTENA DE CADÁVERES PÚTRIDOS. ENFRENTA-ME E HEI DE ATIRAR TUA CARCAÇA AOS CHACAIS DOS VALES DO LIMBO, ONDE SERÁ DEVORADA TODOS OS DIAS PELA ETERNIDADE!
Dizendo isso o demônio salta gargalhando sobre o estranho espadachim e é contra-atacado com uma rajada de balas que cortam de raspão seu ombro, deixando uma marca de queimadura.
O espadachim é então golpeado pelo enorme punho azul que lança-o cinco metros pra trás por sobre a cerca de um casebre. Suas costas chocam-se violentamente contra a parede atordoando-o por alguns segundos. A moradora olha pela janela, grita aterrorizada e bate a janela com força.
Herege aproxima-se de uma carroça passando por um lavrador que reza escondido atrás de um poço artesiano, agarrado ao filho pequeno. A mula, ainda atada ao veículo tenta fugir, mas a besta sacode a carroça com violência, desatando o animal que é arremessado contra uma moça e então ergue o veículo sobre a cabeça alvejando o homem sob o chapéu.
- HAHAHAHAHAHA
Nesse momento o monstro volta os olhos vermelhos brilhantes para seus pés e vê uma pequena criatura frágil, de pêlos brancos, rosnando à sua frente. Herege sorri e balança sua perna pra trás, desferindo um poderoso chute na direção de Lobo, que rola evitando o golpe. O homem de alcunha Paladino aproveita-se da distração, ergue-se ajeitando o chapéu e dá um longo salto sobre seu oponente e, erguendo a espada bem alto sobre sua cabeça, desfere um golpe que corta o veículo de madeira ao meio numa explosão de farpas.
Lobo, consumido por um frenesi selvagem não pretende deixar seu oponente
escapar. Ignorando o novo sujeito em cena, ele salta e escala as costas de
Herege, fincando suas afiadas presas na pele rígida do monstro e alternando com
golpes de garras, tentando em vão rasgar a resistente pele azul. Herege agarra
o garoto lobo pelos pêlos e o utiliza como arma pra golpear o Paladino, que
salta pra trás e finca os pés na terra, preparando o próximo golpe.
Lobo debate-se tentando se libertar, mas é arremessado a metros pelo demônio, atravessando o telhado de um casebre e caindo inconsciente no chão, debaixo de algumas telhas.
- Ai o bluemangroup qual tua opinião sobre “drogas injetáveis”?
Caveira apoia o rifle contra o ombro e do cano da arma um dardo embebido em água benta é disparado contra a besta, cortando o ar com um zumbido e penetrando levemente na pele do alvo, porém sem penetrá-la. O demônio ruge alto e arranca o ineficaz dardo, a pequena estrada já está vazia e a terra carregada pelo vento cobre os pés de Herege e seus dois adversários.
- Não interfira mercenário, esta luta é minha! - grita o espadachim.
- Minha cidade, minhas regras. Cala a boca e luta, seu babaca!
Caveira decide diminuir a vantagem do adversário e procura uma granada luminosa do cinto.
- Abaixa o chapéu, ô mosqueteiro!
Ao sacar a granada do cinto, ela dispara antes que o herói de negro pudesse sequer cobrir o rosto, ofuscando a ele e ao Paladino que investia contra a fera. Caveira cerra os olhos e apura os ouvidos procurando pelo adversário e ouve a terra ser esmagada violentamente quando Herege usa toda sua força pra saltar pra longe da arena, aterrizando longe, em meio à um matagal e algumas árvores.
- Seu miserável! Ele fugiu! - ecoa a voz do Paladino.
Caveira consegue calcular a direção da aterrizagem, mas ainda está ofuscado e não pode alcançá-lo. Apesar de frustrado, ele se pergunta porque o demônio fugiu dessa vez.
Lobo debate-se tentando se libertar, mas é arremessado a metros pelo demônio, atravessando o telhado de um casebre e caindo inconsciente no chão, debaixo de algumas telhas.
- Ai o bluemangroup qual tua opinião sobre “drogas injetáveis”?
Caveira apoia o rifle contra o ombro e do cano da arma um dardo embebido em água benta é disparado contra a besta, cortando o ar com um zumbido e penetrando levemente na pele do alvo, porém sem penetrá-la. O demônio ruge alto e arranca o ineficaz dardo, a pequena estrada já está vazia e a terra carregada pelo vento cobre os pés de Herege e seus dois adversários.
- Não interfira mercenário, esta luta é minha! - grita o espadachim.
- Minha cidade, minhas regras. Cala a boca e luta, seu babaca!
Caveira decide diminuir a vantagem do adversário e procura uma granada luminosa do cinto.
- Abaixa o chapéu, ô mosqueteiro!
Ao sacar a granada do cinto, ela dispara antes que o herói de negro pudesse sequer cobrir o rosto, ofuscando a ele e ao Paladino que investia contra a fera. Caveira cerra os olhos e apura os ouvidos procurando pelo adversário e ouve a terra ser esmagada violentamente quando Herege usa toda sua força pra saltar pra longe da arena, aterrizando longe, em meio à um matagal e algumas árvores.
- Seu miserável! Ele fugiu! - ecoa a voz do Paladino.
Caveira consegue calcular a direção da aterrizagem, mas ainda está ofuscado e não pode alcançá-lo. Apesar de frustrado, ele se pergunta porque o demônio fugiu dessa vez.

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