Um carro forte percorre o bairro, e é pego de assalto pela vilã Centelha, uma meta-humana que controla o fogo. Antes de concluir o assalto é impedida por Aracnídeo, que usa uma caixa d'água para detê-la. Centelha é levada por uma equipe especial da polícia.
Mais um dia comum em Nova Capital. Indo em direção ao banco central da cidade, um carro-forte percorre o bairro, com bastante cautela. Enquanto isso, no telhado de um dos prédios ao redor, uma mulher, de uniforme negro e vermelho, observa a movimentação do veículo. No momento que ele chega ao setor onde ela está, a mulher diz:
- Bom, já tava na hora de entrar em ação. Hoje é o dia de arrebentar com eles. - Diz, com um sorriso estampado em seu rosto.
Enquanto isso, no carro, dois policiais conversam, descontraídos:
- Pois é, essa cambada de monstros com superpoderes vem crescendo cada dia mais. Daqui um tempo a gente num vai poder sair mais de casa.
- Isso é verdade, cara. Minha mulher me abandonou por causa desse bando de aberrações. Tô doido pra vi alguém e acabar com essa corja.
Nesse momento, pegos de surpresa, os dois policiais ouvem um barulho. Segundos depois, o carro é atingido por uma grande bola de fogo. O carro capota. Os dois homens-da-lei saem do veículo, empunhando suas armas, quando vêem uma mulher, com as mãos em chamas, indo em direção ao carro.
- Parada! - Diz o policial. - Quem é você.
- Ah, faça-me o favor. - Diz a mulher, lançando uma rajada de fogo nas mãos do policial. - Aliás, meu nome é Centelha, se é que já não percebeu isso. - Diz a vilã, num tom sarcástico.
Esta se aproxima do carro-forte e, usando seu poder pirocinético, derrete a porta do veículo.
- Agora é a hora do show... - Diz a mulher, virando-se para o segundo policial.
A vilã, com seu corpo sendo consumido em chamas, voa em direção aos policiais que, armados, tentam atingí-la, em vão. Centelha, então, ergue sua mão esquerda, criando uma esfera flamejante. Quando seu poder é concentrado, esta aponta para um dos policiais, lançando-a logo a seguir. Quando a bola de fogo iria atingí-lo, o homem da lei leva um chute em suas costas, caindo de frente ao chão, machucando seu nariz.
- Mas quem foi o estraga prazer? - Pergunta-se a mulher, vasculhando o local com os olhos. - Apareça!
Neste instante, uma latinha voa em direção à mulher que, sem percebê-la, é atingida. No mesmo instante, o objeto é totalmente incinerado pelo fogo que recobre a mulher.
Lá embaixo, um rapaz, de uniforme negro e máscara com quatro olhos vermelhos. Era Aracnídeo, que ouvira sobre o incidente e veio ajudar.
- Aí, ô dona fogosa, que tal descer aqui e experimentar uma surra? - Diz o rapaz, com bastante irreverência.
Centelha, juntando suas duas mãos, lança uma poderosa labareda em direção ao oponente, que se esqwuiva com maestria, fazendo com que as bolas de fogo atinjam alguns carros, que explodem no processo.
A fumaça sobe, encobrindo a visão da vilã, que agora desconhece o paradeiro do adversário. Vendo que o jeito que está, não conseguirá encontrá-lo, gradualmente seu corpo começa a voltar ao normal, enquanto ela desce dos céus. Esta, com suas mãos em chamas, cuidadosamente começa a vasculhar o local, pelo chão.
- Onde está!? - Pergunta a mulher, irritada.
- Atrás de você, madame! - Grita o herói, dando uma joelhada nas costas da mulher, que cai no chão. - Eu num gosto de bater em mulher, mas eu num tive opção, foi mal...
Neste momento a mulher, transformando-se novamente, alça vôo em ataca o rapaz com suas rajadas pirocinéticas. Com extrema habilidade, o jovem se esquiva, pulando para trás. Ele chega até um prédio, escalando-o, ainda conseguindo se esquivar das investidas da inimiga, que o persegue incessantemente.
- Pronto, é aqui... - Diz o rapaz, em voz baixa, ao chegar na parte superior do edifício.
- Você não pode fugir de mim, garoto.
- Garoto? Assim você me ofende. - Diz Aracnídeo, cruzando seus braços.
Com seus olhos cheios de raiva, Centelha voa em direção à ele, criando uma bola de fogo em suas mãos. Quando está solta seu poder contra o oponente, este se desvia, fazendo a labareda acertar uma caixa d'água. O choque faz com que essa seja destruída, espirrando a água contida nela, atingindo a moça, que cai no chão, aparentemente sem poderes. O herói chega perto da mulher e, com esta ainda acordada, usa suas garras, fazendo-a desmaiar.
- Bons sonhos, otária... - Diz o rapaz, ironicamente.
Tempo depois, os dois policiais, com reforços, chegam ao local, mas só vêem a vilã desacordada, presa por uma corda.
- Tragam a equipe especial, temos uma meta-humana aqui. - Diz o policial, olhando fixamente para a mulher.

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